
As grandes empresas estão puxando a fila e levando toda a cadeia com elas
Grandes empresas estão exigindo que seus fornecedores entrem na jornada Net Zero. Quem não acompanhar esse movimento pode ficar fora do mercado.
Se há alguns anos falar em descarbonização parecia um diferencial, hoje está virando critério básico. E quem está ditando esse ritmo? As grandes empresas. Aquelas que lideram cadeias globais, movimentam bilhões e, querendo ou não, acabam influenciando o que acontece em boa parte do mercado.
A novidade é que elas não estão só olhando pra si. Estão exigindo que toda a sua cadeia de fornecedores, parceiros e operações indiretas entrem na mesma lógica: medir, reduzir e compensar emissões.
O movimento já começou e não é pequeno.
Net Zero virou compromisso
Apple, Nestlé, Unilever, Microsoft, Amazon, a lista de empresas que já assumiram metas Net Zero até 2050 só cresce. Mas agora essas metas estão indo para o contrato.
O que isso quer dizer? Que empresas fornecedoras, mesmo que pequenas ou médias, estão começando a receber questionários de sustentabilidade, solicitações de inventário de carbono e exigências de comprovação de metas de redução. E não atender a esses critérios pode significar ficar fora de processos de compra, perder pontos em licitações ou até perder espaço de mercado.
Não é uma ameaça. É uma mudança de lógica.
A lógica é simples: se você emite, está na conta
Uma empresa pode até ter um plano interno de redução de emissões bem estruturado. Mas se seus fornecedores continuam emitindo sem controle, o impacto segue acontecendo, e o risco também.
Por isso, os escopos 3 (emissões indiretas da cadeia de valor) estão cada vez mais no centro das estratégias climáticas das grandes corporações. E os fornecedores, que antes não eram olhados com tanto cuidado, agora precisam mostrar dados, ações e compromissos. Se você fornece embalagem, logística, alimentação, serviços, insumos, você está no escopo 3 de alguém.
Isso pode ser um peso ou uma oportunidade
Ser sustentável dá trabalho e exige estrutura. Mas se tem uma coisa que esse movimento traz, é clareza. Não se trata mais de agradar ao cliente com um discurso bonito: trata-se de se adaptar a um mercado que já mudou.
Empresas que entendem isso cedo conseguem se antecipar. Ganham pontos por se posicionar, se destacam em processos de seleção e mostram que estão olhando pra frente, não só tentando cumprir regulamentações.
Como iniciar a jornada net zero?
Com o básico: entendendo as próprias emissões. Onde estão, como se distribuem, o que pode ser reduzido. Fazer um inventário de emissões ou pegada de carbono dos produtos é o ponto de partida mais seguro pra quem quer entrar na conversa com dados e decisões, não só com intenção.
A partir disso, dá pra planejar reduções reais e, sim, compensar o que ainda não pode ser evitado. Mas com propósito. E com rastreabilidade.
O mercado está mudando e não dá mais pra ficar parado.
Quando uma empresa como a Apple diz que só vai trabalhar com fornecedores neutros em carbono até 2030, ela está deixando claro: o futuro está batendo à porta. E quem não abrir, pode acabar ficando pra trás.
O Net Zero deixou de ser discurso. Agora é critério.
E quem entende isso mais cedo, se posiciona melhor, com menos pressão, mais estratégia e escolhas mais conscientes.
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